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5.7.07

Mix DuContra na reta final.



Essa mixtape serve como aperitivo do disco "oficial", e como um anúncio de onde a gente tá em 2007. Músicas feitas na hora, novas parcerias, sons solo ou simplesmente material que sobrou ou que a gente não soube encaixar na temática do álbum, tão nesse disco.


Solos minhas, do Deja Vu, Mascote e Ogi, e participações no microfone de: Shawlin, Nel Sentimentum, Nairóbi, Rodrigo Brandão, Zorack, Rump, Geléia, Sarkasmo, Choco, Max B.O., Isabela Fernandes, Jamés Ventura e Rick e nos beats de Dário "Dadá Maravilha" Onesixteam, DJ Caíque, Professor M.Stereo, Ogi e Nave, eu acho que não precisa falar muito mais.

Essa semana terminam as gravações e aí é só o tempo de mixar, fechar a arte da capa e mandar prensar.

Assim que tiver tudo fechado, coloco a lista de faixas e a prévia da capa.

Abraço a todos

18.6.07

Campinas e o Encontro com Salvador

Seguindo a tour Balanço 07, aportamos em Campinas. Atrasos na viagem, cansaço acumulado, alguns problemas técnicos e aí acontece o que o Espião sempre diz "Merda, tem um limite pra acontecer", resultado?

Um dos melhores shows da turnê (várias datas seguidas é assim, parece que vai aquecendo). Platéia extremamente receptiva, show impecável técnicamente, e ainda com aparição surpresa do Jorge Du Peixe que invadiu o palco e cantou a parte dele na Zulu/Zumbi.
A partir desse momento foi 220V e a gente só teve que fechar a fatura com Vô Q Vô e deixar o palco pra Nação.

Nação que vinha de Itabira e que pelo horário e o cansaço, acabou subindo ao palco sem passar o som e fez um dos shows mais rock n roll dos 3 da turnê. Show aliás que a cada noite é único. Não é à toa que os caras se tornaram com o passar dos anos uma das bandas que mais merecem respeito nesse país.

E voltando à Sampa, domingão é dia de se encontrar com o Salvador!

Indo na Igreja, ou ao culto?

Não, indo ao SESC Pompéia, encontrar os amigos e assistir Dom Salvador e seu quarteto, formado pelo próprio ao piano acompanhado de Duduca da Fonseca (bateria), Sérgio Barroso (contrabaixo acústico) e do americano Dick Oatts (saxofones tenor, barítono e flauta).

Uma lenda do Samba Jazz brasileiro, acompanhou vários artistas brasileiro com o seu Rio65 Trio e foi um dos criadores do grupo Abolição formado apenas por músicos negros, um dos precurssores do movimento Black Rio.

No show apresentou músicas de seu repertório como a lírica Rio Claro, dedicada a sua terra natal. Salvador e seu quarteto, mostraram que é possível unir a concepção harmônica do jazz, à música brasileira. A boa cozinha formada por Sérgio Barroso e Duduca servia de cama, pra improvisos ferozes de Salvador, que deu uma aula de ritmo, dinâmica e percorrendo todo o piano, mostrou as inúmeras abordagens que o instrumento proporciona.
Dick Oatts ficou com o papel de executar as linhas melódicas dos temas de Salvador, mas quando foi chamado a improvisar, mostrou a que veio, mostrando uma técnica muito boa ao tenor.

Depois de mais de 1 hora de show, Dom se despediu de uma platéia que o aplaudia de pé, e na sequência, volta pra um bis, e lança um tema de forte inspiração no choro. Na sequência, os outros músicos se juntam a ele, num Samba Jazz acelerado Duduca da Fonseca nos dá uma aula de como se tocar com as vassourinhas, alternando vários padrões rítmicos entre os espaços deixados pela banda, num jogo de pergunta e resposta interessante.

Todo mundo tem um Dom Salvador. O de Salvador foi salvar meu domingo.

15.6.07

Diggin Nosso de Cada Dia

A foto acima é o fruto da caçada aos discos que aconteceu ontem em Araraquara, pré show. Eu, Brandão, PG, DJ Paulão (e suas dicas preciosas), além de Lurdez da Luz e Espião.

De volta pra casa e sem toca-discos pra ouvir (pelo menos por enquanto), o lance é tentar segurar a ansiedade.

Discos, livros, comer e beber bem, amigos velhos e novos, viagens. Não preciso de muito mais que isso pra ser feliz.

Amanhã 16/06 a tour prossegue dessa vez no SESC de Campinas (terra do DJ Paulão) e talvez, se o tempo der, mais diggin.

12.6.07

Como diria o velho Charles

Bom, sempre enrolei pra publicar alguma coisa na internet, por uma série de motivos. Ou achava as coisas extremamente pessoais, ou então irrelevantes pras outras pessoas, uma mistura de ambas a categorias acima ou simplesmente porque não consegui me expressar bem e não queria maltratar a língua portuguesa, mas como diria nosso velho amigo Bukowski (numa adaptação mais do que livre)

"a criação da poesia deve ser como uma boa mijada de cerveja. Você vai, mija, olha aquela espuma, e dá a descarga e observa tudo aqui se esvair de uma maneira quase melancólica. Você não pensa sobre uma mijada, você vai e mija"